quarta-feira, 26 de abril de 2017

Oopsies, para um piquenique muito especial. (Trilogia 172)

              A Ana veio com uma conversa de praia, de piquenique, e finalmente saiu-se com o tema Meti na cesta um (a)...” para esta 172ª Trilogia comigo e com o Amândio… e eu meti a viola no saco, já que piquenique, um à séria, com garrafão, geleira, arrozinho de tomate e pastelinho de bacalhau, cama de rede esticada entre 50 camas de rede de mais 50 piqueniqueiros de pinhal à beira-praia, é coisa que não “me assiste”, juro!
Os meus piqueniques balneares resumem-se a algo para se ir mordiscando entre as idas ao banho, banho de mar, entenda-se, que é mesmo do que eu gosto numa praia, isso e os sonhos: um livro à sombra, as bolas de Berlim e as batatas fritas se forem Cerro da Águia
Sonhos à parte, eu até estou a tentar recompor um bocado a linha antes da época estival, que poucas vezes esteve tão destrambelhada como agora, e comecei a fazê-lo através de um conceito chamado Paleo, que nos remete para o que teria sido o estilo alimentar dos nossos antepassados das cavernas, mais coisa menos coisa, que a bem dizer deve-se saber muito pouco do que esses moços realmente comiam. 
Claro que não vos vou falar da dieta Paleo em pormenor, apenas que é uma dieta sui generis que congrega elementos das dietas proteicas, restritivas de hidratos de carbono e de alguns lacticínios, isentas de glúten e de açúcar industrial, mas permitindo rédea quase solta nas gorduras, toucinho incluído, tudo num estilo muito elegante e Slow-food que muito me agradou.
Claro que pão nem vê-lo ao longe (hidrato de carbono + glúten!), mas isso não assusta uma sandocha “Paleo”, pelo contrário: alguém inventou uma espécie de panqueca feita de ovo e queijo que desempenha na perfeição o papel de suporte às iguarias gordinhas que se comem para emagrecer.

Chama-se “Oopsie”, é bom a valer e é assim:

Ingredientes (12 Oopsies):

3 ovos
90g de queijo Quark ou iogurte grego (gordos)
1c.s. (12g) de amido de mandioca (polvilho doce)
Sal q.b.
Sementes (ex: papoila)

Preparação:

Separe gemas das claras e bata estas em castelo muito firme com uma pitada de sal. Reserve.

Bata as gemas com o queijo ou iogurte e o polvilho
e adicione no fim, envolvendo com cuidado, as claras em castelo.
Deite colheradas desta massa num tabuleiro forrado de papel vegetal untado com manteiga clarificada, de modo a que dê 12 rodelas, salpique sementes por cima e leve a forno a 170ºC durante cerca de vinte minutos ou até os Oopsies estarem louros,
tendo o cuidado de nunca abrir a porta do forno durante a cozedura, o que provocaria um abatimento súbito e irreversível parecido com os abatimentos que tanto afectam os soufflés.

A maneira mais usual de se comer os Oopsies é precisamente como panqueca coberta de algo, como base para pizza ou para um ovo estrelado ou como “pão” para abraçar um recheio, ou seja, uma sanduíche.
Quem diz sanduíche, diz uma bela duma sanduíche composta, vários andares de prazer, ainda por cima sem pecado e incrivelmente saciante, que aqui não há “paisagem”, uma sanduíche feita com Oopsies é toda ela recheio, só lhe falta mesmo ser pão!

Fez-se assim:
Sobre um primeiro Oopsie, salmão fumado e pepino,

Outro Oopsie, agora barrado com abacate esmagado com uma pitada de sal e gotas de sumo de limão,

o terceiro andar da sanduíche levou Mascarpone e tomate,

e fechou-se a sanduíche com um último Oopsie.


 E depois comê-la onde muito bem nos apetecer!

1 comentário:

Joana disse...

Luís, já os fiz e são espectaculares!
Obrigada pela receita!
Beijinhos